segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Na rima final (trecho)

sonhei com a morte,
passei dias e dias
pensando se...
eu teria algo a lhe dizer

desci do céu
e de lá ela desceu.
desci do inferno e do inferno...
ela brotou.

chupou com ardor
disse que a comida...
era merda,
se lambuzou.

comi seu rabo...
sujo fiquei,
de pau duro...
gozei.

nada supera o transe
o alívio da tormenta vêm
em forma de...
boceta.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sempre às voltas

O escárnio aliviado por ações menores não trazidas pelo passado, mas sim ressignificadas por um presente que se quer nostálgico. A nostalgia, neste caso, não renovará as esperanças no anterior, mesmo porquê este não era muito lá agradável. Contudo, ainda assim, quer se algo que já não pode ter, não importando, aqui, se as coisas, ou sensações do passado, não eram algo que ele pudesse designar como um apetecimeno saudável.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

...

Ainda sou a mesma passoa de quando tinha 16 anos. Mesmo que não se tenha passado tanto tempo desde, não posso deixar de perceber que os mesmos tormentos e as mesmas angústias tem atravessado esses nove anos. As coisas, assim prefiro chamar tudo que se suscedeu de lá pra cá, não são exatamente e nem acontecem da mesma forma. Seria demais se fosse, seria o mesmo que atestar que o tempo e espaço sucumbiram à mesma hora de outrora e que nada foi retirado da sala, nem mesmo aquele velho sófa que há muito não habita nem mesmo aquela velha casa, ou mesmo aquela velha cidade. O sofá nem mais existe. Ao menos para mim. Não sei o que foi feito dele. Talvez ainda esteja servindo para alguém depositar as nádegas em algum recondito daquela velha cidade ou daquele velho estado.
Embora ainda constate que o tempo seguiu seu rumo e que o espaço se transformou e que permanece se transformando, a vida em si tem mudado pouco. (continua)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Passagens

a poeira tomou o lar,
a distância separou,
a falta preencheu o âmago,
a inércia se achou.

e todos aqui a deitar...
e as lentes fora do lugar...
e as gargantas a estourar...
e as cortinas a rasgar!

no fim, a apatia deu lugar...
no meio, a tristeza se acomodou,
no início...
não se sabia como se estaria no fim...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Quem poderá dar lugar à mesquinhez que o acomete?!

inveja o outro
entristesse-se com suas conquistas
esquecesse-se de si
contempla a si com a mesma distância que inveja o outro

quer o outro
não consegue alcançar as mesmas vitórias
perdeu-se em si
labirintos formados e nós que não pode desatar

precisa do outro
repostas que só quem tem um lugar ao sol pode dar
acreditou em si
pensava que o mundo desse voltas e por elas o outro fosse esmagado

quer a morte do outro
não deixa a mágoa deitar-se nas ondas e fluir
sucumbe-se ao delírio
precisa ser maior que aquele que lhe feriu

quinta-feira, 23 de julho de 2009

não se sabe quando e onde...
não se sabe o por quê...
mas me avise quando acordar.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Casas minhas, minhas casas

casa vulgar:
lugar de descanso

casa de loucos:
lugar para se estar

casa de estranhos:
lugar pra beber

casa de tatu:
lugar do inferno

casa de orvalhos:
lugar para cheirar

casa das putas:
lugar pra gozar